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Mulher fica paraplégica após elevador despencar em prédio residencial

Publicada em: 14/05/2026 19:14 -

Uma mulher de 36 anos ficou paraplégica após o elevador de um condomínio residencial despencar do terceiro andar no bairro do Altiplano, em João Pessoa, na Paraíba. O diagnóstico foi confirmado nesta quinta-feira (14/5) pelo diretor do Hospital de Trauma da capital, Laécio Bragante.

De acordo com o hospital, a vítima sofreu uma grave lesão na coluna vertebral durante a queda do equipamento. O diagnóstico de paraplegia foi constatado após exames de tomografia e avaliação da equipe de neurocirurgia.

Segundo Laécio Bragante, a paciente deverá passar por uma cirurgia para estabilização da coluna. O procedimento prevê a colocação de placas laterais para alinhar as vértebras e evitar danos adicionais à medula espinhal.

“Quando há um trauma desse, é preciso fazer a estabilidade nas vértebras para não haver dano adicional à medula. Essa cirurgia é feita colocando placas laterais para a coluna ficar estável, alinhando pelo menos três vértebras”, explicou o diretor.

A mulher é natural do Suriname, mas a família mora na Holanda. Ela trabalha em regime remoto e se mudou para João Pessoa com os dois filhos, de três e cinco anos, por gostar do clima da cidade.

As duas crianças também estavam no elevador no momento da queda. Elas sofreram escoriações leves, foram atendidas no Hospital de Trauma e receberam alta médica na manhã desta quinta-feira (14).

O acidente aconteceu no fim da tarde de quarta-feira (13), quando o elevador despencou do terceiro andar do edifício. As vítimas ficaram presas no fosso do equipamento e foram resgatadas inicialmente por moradores do condomínio antes da chegada do Corpo de Bombeiros e do Samu.

Condomínio já denunciava falhas nos elevadores

Antes do acidente, o condomínio já havia acionado a construtora responsável pelo empreendimento na Justiça. O processo, que tramita na 7ª Vara Cível da Capital, aponta falhas estruturais e problemas recorrentes nos elevadores desde a entrega do prédio, em setembro de 2023.

Entre os problemas relatados estão travamentos frequentes, falhas nos sistemas de segurança, interrupções constantes e até registros anteriores de queda abrupta de elevadores.

Um laudo técnico produzido entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026 recomendou a substituição completa dos equipamentos. O documento apontou irregularidades consideradas graves, como ausência de iluminação de emergência, falhas no aterramento elétrico, inexistência de dispositivos de resgate emergencial e problemas na máquina de tração.

Segundo o laudo, a máquina instalada “não atende à capacidade de peso da estrutura e não cumpre normas de segurança”, classificando a situação como de alta prioridade.

Em janeiro de 2025, a Justiça determinou a substituição dos elevadores do condomínio, mas a construtora recorreu da decisão e o processo segue em andamento.

Em nota, a construtora GGP afirmou que a responsabilidade pela manutenção dos elevadores é do condomínio após a entrega do empreendimento. A empresa declarou ainda que está à disposição das autoridades para colaborar com as investigações.

Já a administração do condomínio informou que vinha registrando problemas técnicos constantes nos elevadores e que prestou assistência às vítimas desde o momento do acidente.

 

Fonte: Fala Genefax

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