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Simone Mendes e dupla Henrique e Juliano estão fora do São João da Bahia; entenda

Publicada em: 02/06/2026 11:47 -

Conhecido por ser um dos estados que mais atrai grandes atrações durante o São João, com shows em diferentes cidades, a Bahia terá alguns "desfalques" de peso nos festejos juninos neste ano. Um dos principais motivos é a limitação de R$ 700 mil para pagamento de cachês de artistas em festas públicas.

 

Em março, foi publicado um TAC (termo de ajustamento de conduta) entre Ministério Público da Bahia (MP-BA), Tribunal de Contas do Estado (TCE) e Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), juntamente com a União dos Municípios da Bahia (UPB), que oficializou o acordo para o valor teto nas contratações. 

Como consequência, alguns nomes conhecidos da música não vão subir nos palcos dos municípios baianos. No início do mês, o cantor Xand Avião surpreendeu ao confirmar que ficará de fora do São João na Bahia pela primeira vez em 24 anos. “É a primeira vez em 24 anos que eu não faço um show na Bahia no São João. Isso é histórico, mas de uma forma muito horrível”, declarou nos bastidores da Festa da Cebola, realizada em João Dourado.

Agora, a reportagem identificou que outras duas atrações que os baianos estão acostumados a ver de perto no período junino também não vão se apresentar no estado. Uma delas é a dupla Henrique e Juliano, que chamou atenção e surpreendeu os fãs ao anunciar apenas nove shows no mês de junho, sendo que nenhum deles será em cidades baianas. 

 

Já outra atração de fora do São João na Bahia que chamou bastante atenção é a cantora Simone Mendes, que é natural do município de Uibaí, no centro-norte do estado. Nesta segunda-feira (1º), a baiana anunciou a agenda do mês junho com 17 apresentações em estados como São Paulo, Minas Gerais, Sergipe, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Alagoas, Paraíba e Ceará.

Nos comentários, uma fã chegou a questionar a ausência de shows na Bahia. "E a Bahia?", perguntou e foi respondida por outros internautas. "O cachê muito alto", disse um seguidor. "Artistas com cachês acima de 700 mil estão fora do São João em toda Bahia", explicou outro. 

Apresentações reduzidas

Quem também gerou surpresa dos baianos foi o cantor Wesley Safadão. Na agenda do artista constam 22 shows no mês de junho e diferente do que aconteceu em anos anteriores, apenas uma apresentação será realizada na Bahia, no município de Irecê. 

 

Porém, a presença do forrozeiro na cidade ainda não está definida completamente. Apesar de ter sido amplamente divulgada pela prefeitura e até pelo próprio artista, o Tribunal de Contas dos Municípios (TCM-BA) determinou a  suspensão dos pagamentos de cachês a artistas contratados para os festejos juninos de 2026 em Irecê, no norte da Bahia.

A determinação acontece após pedido do Ministério Público da Bahia (MP-BA), com intuito de cumprimento do TAC que limita o pagamento no valor de R$ 700 mil. No caso de Safadão, o cachê que consta no contrato é de R$ 1,5 milhão, conforme divulgado no Diário Oficiail do Município. 

safadão irecê

Irregularidades 

Segundo a representação do MPBA, de autoria da promotora Edna Márcia, entre as irregularidades do evento conhecido como “São João do Século” estão aumentos expressivos nos cachês de artistas, ausência de transparência e incompatibilidade dos gastos com a realidade financeira do município.

Conforme contratos já divulgados no Painel Nacional de Contratações Públicas (PNCP), o Município prevê gastar R$ 10,2 milhões com atrações artísticas. O valor corresponde a 36,6% do orçamento da cultura e a 10,67% da receita corrente própria do município em 2026. Foram identificados aumentos expressivos nos cachês em relação a 2025, com casos de majoração de até 71,06% acima do limite atualizado pelo IPCA.

A representação aponta que, nestes casos, o Município não apresentou elementos que justificassem as elevações dos valore contratuais, como ganho comprovado de notoriedade artística, o que seria uma das poucas hipóteses admitidas pela nota técnica para ultrapassar o parâmetro.

 

Acordo entre órgãos

 

A atuação dos órgãos de controle está baseada na Nota Técnica Conjunta nº 01/2026, elaborada pelo MPBA, TCM, TCE e Ministérios Públicos de Contas. O documento estabelece que os contratos de artistas devem ter como parâmetro a média dos cachês pagos no período de 1º de maio a 31 de julho de 2025, com atualização pelo IPCA.

Segundo a coordenadora do Centro de Apoio Operacional de Defesa do Patrimônio Público (Caopam), o objetivo não é inviabilizar os festejos juninos, mas garantir que os gastos sejam realizados com razoabilidade, transparência e compatibilidade com o interesse público.

 

 

 

 

 

As Informações são do site BNews 

 

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