O senador Angelo Coronel (Republicanos) criticou, nesta segunda-feira (6), a liberação de convênios e obras pelo governo da Bahia em período pré-eleitoral.
Em entrevista à Rádio Antena 1, o parlamentar questionou o timing das ações e acusou a gestão estadual de repetir práticas voltadas à disputa eleitoral.
O senador foi eleito na base petista nas eleições de 2018, quando o ex-ministro Rui Costa, na época, foi reeleito governador do estado.
Durante a conversa, Coronel afirmou que a concentração de anúncios e liberações de recursos próximos às eleições levanta dúvidas sobre a motivação das iniciativas.
"Por que não fez esses convênios há oito meses, há dez meses atrás?", questionou, ao sugerir que as ações deveriam ocorrer ao longo de todo o mandato, e não apenas em momentos estratégicos do calendário político.
O senador também fez referência a gestões anteriores, citando o ex-governador Rui Costa (PT) e o atual governador Jerônimo Rodrigues (PT). Segundo ele, há uma repetição de práticas vistas no passado, com prefeitos buscando recursos de forma recorrente na capital. Coronel afirmou que, em alguns casos, gestores municipais teriam enfrentado dificuldades para viabilizar convênios, o que classificou como uma situação de
"humilhação".
Na entrevista, o senador também mencionou valores divulgados recentemente pelo governo estadual. De acordo com ele, o montante inicialmente prometido seria superior ao efetivamente formalizado até o momento. "Foi, sei lá, 20, 27 bilhões, e foi conveniado cerca de 1,5 bilhão", disse, ao indicar que novas liberações ainda foram sinalizadas pela gestão.
Coronel classificou a estratégia como ultrapassada e afirmou que prefeitos e eleitores estariam atentos ao contexto das liberações. Para o parlamentar, a prática de intensificar convênios às vésperas das eleições tem caráter "estritamente eleitoreiro" e não resolve, de forma estrutural, as demandas dos municípios.
Ao final, o senador sugeriu que o impacto dessas ações será medido nas urnas. "Quando abrir as urnas, vocês verão", declarou.
Fonte: Jornal Candeias
